sábado, 19 de maio de 2018

HOGARTH AN ELECTION ENTERTAINMENT - LÍBANO CALIL ATALLAH



"HOGARTH AN ELECTION ENTERTAINMENT"

LÍBANO CALIL ATALLAH


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The Hogarth, o monstro da genialidade: sabe-se que esta quando nele bateu, não pode mais sair, ficou lógico que outros grandes gênios tiveram que procurar capacidade criativa em outras paragens, isto porque nosso personagem pegou quase toda para ele.
Satirizou e debochou de todo mundo, do rico, burguesia, aristocracia, nobreza e até do Jack o Estripador, só não comigo pois de mim ele conseguiria levar a pior, sem dúvida. 
Suas lições de moral, as morais de história, etc. eram sempre de tirar o folego, tanto que seus contemporâneos consumiam tudo, até deixá-lo rico de tanto vender gravuras. Em determinada época passou a gravar exclusivamente.
De tudo que produziu, a suíte intitulada "An Election" é a que mais vai nos servir agora, justamente porque logo estaremos, como espectadores, vendo as mesmas cenas em nossa  corrida a presidência do Brasil, lembramos que 2018 é ano de eleição. Vai dar um pega danado!
Muitos críticos e estudiosos hogarianos tiveram conclusões semelhantes, quando concluíram estarmos tratando de sua obra prima, também da arte inglesa e afirmaram isso com convicção. Eu nem posso duvidar, apenas que quando examino as gravuras pertencentes ao meu acervo fico na duvida, se todas as suítes são obras primas ou se estou fanatizado, vamos  saber disso em algum dia sem dúvida. 
Hogarth era eclético e trabalhava muitos temas, como verdadeiro cientista, com saber vasto em todos seus trabalhos, incluindo suas obras sobre os artistas era com o devido saber, ele era realmente muito culto. Ele falou: "com quadros similares a representações no palco...". Vide as vestimentas tipicas de atores em cena, estão prontos para textos de comédia drama ou até históricos, que se relacionam em uma mesma peça.
Sua arte é considerada por especialistas como universal, embora aqui no Brasil é totalmente desconhecida.
Amigos leitores, se tivermos eleições pesadas por aqui devemos antes comparar com as que Hogarth retrata e é claro que simbolicamente vamos ouvir, por aqui as piores fofocas possíveis, os candidatos brasileiros não vão poupar nem seus próprios partidários, com certeza se carne viva fosse recomposta nos ossos dos mortos, estes mesmos iriam preferir voltar para as profundezas, mesmo que fosse para perto do Demo Danado, do que tornar-se viva no clima eleitoral atual. Logo verão a porcariada, não esqueçam da influencia que o americano exerce por aqui.
Lembram da campanha do Trump?
Não vai faltar extravagancia nem ofensa, sabemos das barbaridades que os políticos brasileiros aprontam. Nem todos, mas está na casa dos 99%.
Vai ter gente falando até de independência total do Brasil, só para termos alguma ideia como parâmetro de discurso. Suborno, Corrupção e Liberdade, Propriedade, etc. Educação e Saude é mais provável, deixa-nos tão enfastiados que preferimos continuarmos burros e doentes. Que canseira!
Os patetas democráticos vão dar um couro nos santos da esquerda heroica brasileira. 
O próprio Hogarth desejaria estar por aqui a busca de inspiração, quem sabe não é mesmo?
Ele não poderia saber, que hoje na compra de votos, os candidatos de mau caráter poderiam oferecer de tudo para comprar votos, como exemplo corrida de táxi, almoço, jabá, pé de vaca, fígado de urubu, etc.
Tem, ou tinha tanta gente que ficava em abstinência dois anos para chegar no dia da eleição poder tomar uns goles a mais só para não prestar atenção no que estava fazendo, e hoje você sabe como é por aqui?
Por alíquota, morre foedata et conspurcata ou, sujo e contaminado por um fator de morte. O bacanal de acusações não vai parar, veremos depois as consequências. 
Olhem bem já vimos de tudo por aqui, mas depois da crise que o Brasil passou, podem crer que os ânimos estarão muito acirrados.
Teremos um verdadeiro escrutínio eleitoral bacanalizado. 
nesta semana de março de 2018, a caravana ou trupe do candidato que ainda não o é, refiro-me ao Lula, passou por um perrengue radical, tomou até tiro. Não se sabe quem fez isso, mas no começo afirmei que nem os próprios partidários haveriam de se respeitarem. 
Estamos comparando, portanto, as gravuras de Hogarth, com o que imaginamos para a eleição de 2018 no Brasil, mas o que vale é apreciarmos o belo das gravuras dele com suas críticas desconcertantes. 
Os ingleses o maldisseram e nós como faremos?


"AN ELECTIONS ENTERTAINMENT"


Nesta cena, a primeira da sua última suíte, o autor invoca a Santa Ceia de Leonardo da Vinci. Retrata a época de campanha eleitoral em que o duque de Malborough achou de desafiar os conservadores, isso em 1754. O barulho e as disputas vão esquentando e se tornando até violentas. Neste jantar estão os dois partidos que se opõem e o vale tudo começa, beijos em mendigos, abraços em hipócritas e bêbados, o prefeito, bem na direita está sendo sangrado depois de empanturrar-se de ostras, um agente eleitoral toma uma tijolada na cabeça do povo revoltado, no cenário bandeiras partidárias.
Desordem generalizada! 
Ninguém preocupado com o eleitor, um cinismo inigualável!
Assim que neste seu último trabalho, Hogarth comenta com total pungência, sátira mordaz e a sociedade inglesa.
- E a brasileira de 2018?

"CANVASSING FOR VOTES"



 
A pousada Royal Oak, tradicional em Oxfordshire é palco para a segunda prancha, mas do lado de fora. O banner dos políticos, cobre a maior parte do banner da pousada
Nesta placa, vemos na parte superior, o dinheiro saindo dos cofres britânicos para a corrupção e compra de votos, na parte inferior um correligionário empurra uma carriola cheia de dinheiro, enquanto vai passando distribui dinheiro aos eleitores miseráveis. Vemos abaixo, dois agentes, Tory e Wing, logo no primeiro plano, trabalhando para subornar o estalajadeiro.  É um escambo danado, todo mundo é moeda-voto, as pessoas são assediadas das maneiras mais vis possíveis. Violência, enganações, etc. 

"THE POLLING"



Essa gravura retrata a desordem generalizada, onde a multidão de eleitores está no próprio local de votação, nas cadeiras do palanque estão os dois candidatos disputando féria. Não tem absurdo que se possa imaginar, pois tudo já está retratado. Um pior que o outro, mesmo assim tentam se superar, têm que vencer a qualquer custo. O homem sentado é completamente débil de suas faculdades, mesmo assim terá que votar em alguém. Observamos que na mortalha, um moribundo é carregado para o mesmo fim, deve sem dúvida estar pensando em algum despautério para se expressar de acordo, se é que ainda não morreu.  O eleitor de gancho no lugar da mão terá que votar, pois é isso que o advogado o obriga a fazer. Ao fundo enquanto os cocheiros jogam cartas a carruagem tomba, tamanho o desleixo que está todo representado nesta cena, o autor, William Hogarth realmente coloca em foco da forma mais cristalina a hipocrisia daqueles interesseiros que se candidatam com o único proposito de se locupletarem as custas dos erários públicos.
"CHAIRING THE MEMBERS"



Pronto, finalmente a papagaida hipócrita chega ao seu desfecho, mas nem tanto, o fato é que de tanta confusão os resultados das campanhas foram os mesmos, Empataram! 
Na cena o vitorioso dos Tory é carregado em apoteótica marcha, só que os adversários que assistem o evento, isto é os Wing, resolvem combatê-los e atiram um tijolo em um dos carregadores da cadeira ou trono. Esse carregador acaba largando a função e vai para luta franca com o velho marinheiro com um urso. Dois jovens dos Tory urinam no urso. Os procos em fuga são referencia à historia do suíno gadareno. Realmente essa ultima prancha é hilaria, acaba por fechar a suíte com todo o garbo humorístico, essa que era a principal característica de William Hogarth. 

Esperemos que esse tema de Hogarth não se retrate nas nossas eleições, não creio que nossos candidatos, Bolsonaro, Lula Temer ou até mesmo Alckmim tenha aparências similares aos personagens do velho Hogarth, também que os exageros retratados nas geniais gravuras sejam apenas e meras ficções do grande cômico. 
Sabe-se que nós brasileiros somos sérios e não iremos admitir gozações, né?

Impressões feitas em Londres em 1837, sobre papel forte e com as placas restauradas por James Heath, o gravador da corte real britânica, por ordem do Rei Jorge III. Lembramos, contudo que houve, com as mesmas placas, outra edição datada de 1888. 
PV 5000

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